Guia Lapinha da Serra

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Simples e objetivo
20 out

TRAVESSIA LAPINHA DA SERRA ATÉ DIAMANTIMA

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Municípios: Santana do Riacho, Congonhas do Norte, Conceição do Mato Dentro, Serro, Presidente Kubtischek e Diamantina.

Mais uma aventura na companhia do amigo Teco.
Essa Travessia foi agendada para data prevendo já o início das chuvas que chegam antes mesmo de outubro pra bandas de lá. Isso para amenizar o cansaço e a falta de água pelas serras. Isso não ocorreu!

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A falta de chuvas em toda região nos trouxe grandes dificuldades e nos mostrou além de belas paisagens, uma realidade hoje não distante de todos. O “Jequitinhonha” aumenta cada vez mais de tamanho. Seca, sol forte, fogo, fumaça, orações, abandono e muitos km para buscarmos força interior e ver que sofrimento é muito mais do que imaginamos.

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Não planejamos nosso trajeto. Fomos buscando informações com moradores locais no sentido de chegar as terra de Diamantina por caminhos dos antigos cavaleiros das regiões.
Saído da Lapinha seguimos o 30 km em direção a Extrema/Congonhas do Norte. Local da nossa primeira noite. De Extrema seguimos em direção ao Mocotó com intenção de atravessarmos o paredão de serra nas costas do vilarejo.Pirambeira abaixo e lá no fundo nos deram nova rota. Sentido a Tiene, passando por Santa Maria. Saído do fundo do Mocotó, depois de um café e bananas caturra,Municípios seguimos em frente até Tiene onde passamos nossa segunda noite, mais uns 25 km. Lá acampamos e tivemos a informação de subir serra sentido Açoita Cavalo, passando por Tombador, “Vareda”, Gurutuba de Cima e Araújo, isso nas terras de Conceição do Mato Dentro. Na Vareda, fomos muito bem recebidos pela família de Dona Zinha que nos serviu um café e bananas assadas.

Meninada animada lá! Em Açoita Cavalo, lugar lindo cravado no canto da serra que nem carro vai, fomos recebidos pela família de Seu Adão que nos agraciou com banho quente, café e até cama pra dormir. Ficamos com o local ao lado da igrejinha pra acampar mesmo. Não queríamos incomodar tanto. Depois de mais de 22 km de caminhada, as bolhas já anunciavam nas solas dos pés. Pela manhã nos levou um café quentinho. Despedidas e pé na estrada sentido Tijucal/Presidente Kubtschek. Passamos por Grandes fazendas, rios e poços. Foram mais 18 km até a primeira cidade de nossa travessia. Pequena, com coleta seletiva, toda calçada de pedras em lage e muito Pacata.

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Tijucal, nos registros Presidente Kubtschek. O dia mais quente de todos de nossa caminhada e coincidentemente o mais quente de toda história da cidade 36º. Foi preciso recarregar energias. Dormimos na pousada de Dona Zezé depois de jantarmos fora. No último dia da travessia fomos surpreendidos pela mudança de rota para atingir Milho Verde. Fomos sentido a nascente do Rio Jequitinhonha onde atravessaríamos a rodovia e desceríamos vertente até o vilarejo de Milho Verde. Nos deparamos com um grande incêndio e fomos obrigados a mudar de rota, acrescentando mais de 8 km no total. Foram 36 km. Andamos de 7:00 da manhã as 7:30 da noite, pra chegar em Milho Verde onde nosso amigo Bruno Bambu nos resgatou.

Com todas as dificuldades, esteve muito bom! Agradecemos aqui o apoio e carinho de todos.


 

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